PORTFÓLIO
O produto é só a parte que aparece.
Antes do myPRICER, eu tinha uma planilha tentando responder quanto um curso precisava custar.
No Skalay Members, o código veio depois de 54 decisões sobre quem pode fazer o quê, quando e em qual contexto.
Na Clínica ABRACE, o conhecimento já existia. O limite era depender da próxima turma para ele continuar circulando.
Na Clínica Alegrare, a operação abriu enquanto eu ainda observava como as famílias encontravam o primeiro caminho.
Em uma operação hospitalar, o equipamento parecia ser o problema. A implantação estava travada entre áreas que precisavam funcionar juntas.
No H2H, o site pronto era só a parte visível. O problema passou a ser organizar o processo inteiro de construção.
Seis contextos diferentes. A mesma regra: eu tento entender o problema antes de escolher a ferramenta.

A PARTE QUE NÃO CABE NA CAPTURA
Projeto pronto tem um defeito: faz a bagunça anterior parecer óbvia.
Depois que a tela existe, a planilha funciona ou a operação abre, parece que o caminho sempre esteve ali.
Não esteve.
Teve hipótese que caiu. Regra que precisou ser escrita. Solução que cresceu demais. Ideia que eu abandonei.
Por isso, meus casos não começam na funcionalidade. Começam no ponto em que alguma coisa deixou de fazer sentido.
SEIS PROBLEMAS REAIS
Seis respostas. Nenhuma começou pela ferramenta.
Uma começou numa planilha.
Outra, em 54 decisões antes do código.
Outra, num limite de distribuição.
Outra, numa operação que ainda estava aprendendo com as famílias.
Outra, num processo que continuava travado mesmo com cada área executando a própria parte.
E outra, num serviço recorrente que começou a exigir regras próprias para deixar de depender de improviso.
O resultado muda. O mecanismo é o que vale observar.
Eu não queria criar um SaaS. Queria parar de tomar uma decisão importante no escuro.
Em 2007/08, a primeira resposta foi uma planilha de precificação.
Depois vieram margem, ponto de equilíbrio, formas de pagamento, caixa e a comparação entre o que eu planejava e o que realmente acontecia.
Quase vinte anos depois, a pergunta ficou grande demais para continuar morando numa planilha.

O código começou depois.
Permissões, convites, progresso, ambientes de cada organização, segurança e IA. Antes da interface, eu precisava decidir quem poderia fazer o quê, quando e em qual contexto.
O mapa chegou a 54 decisões em oito blocos. A plataforma só começou a fazer sentido quando as regras deixaram de ficar escondidas atrás das telas.

O curso acabava. O conhecimento não precisava acabar junto.
Na Clínica ABRACE, os cursos presenciais já existiam. As gravações, porém, ficavam restritas a quem tinha passado pela turma.
O diagnóstico financeiro revelou outro limite: conhecimento pronto ainda dependia do calendário para continuar circulando.
A resposta foi abrir outro caminho de distribuição, sem fingir que o presencial tinha deixado de importar.

A clínica abriu. A hipótese teve que aprender com as famílias.
Uma operação nova não vem com manual. A proposta clínica existia, mas a forma de entrada ainda precisava ser observada.
Em vez de exigir que a família soubesse o nome de uma especialidade, a jornada digital passou a começar pelo que ela percebe em casa ou na escola.
A hipótese serviu para começar. A realidade serviu para corrigir.

E quando todo mundo está fazendo a própria parte – e o processo continua parado?
Uma implantação hospitalar parecia travada por um equipamento.
Na prática, tecnologia, nutrição, fornecedor, equipe técnica externa e processo interno tinham partes legítimas do trabalho – mas ninguém tinha o problema inteiro.
A implantação avançou quando as interfaces passaram a ser tratadas como parte explícita da execução.
Como fazer a construção de sites deixar de recomeçar do zero a cada projeto?
O site publicado era só a parte visível. Contratação, levantamento inicial, escopo, arquitetura, produção, homologação e publicação continuavam exigindo decisões próprias.
O H2H nasceu para transformar esse processo em um sistema rastreável, sem confundir velocidade com autorização nem automação com ausência de regra.
Em setembro de 2026, o corredor principal foi validado ponta a ponta. O produto segue em refinamento.
A REGRA QUE SOBROU
Ferramenta boa não salva problema mal entendido.
Uma planilha pode ser a resposta certa.
Um sistema pode ser só uma planilha que cresceu demais.
E automação nenhuma conserta processo confuso. Só faz a confusão acontecer mais rápido.
Ver de onde veio esse jeito de pensarO PRÓXIMO PROBLEMA
Eu não sei se a resposta é um sistema. E prefiro continuar sem saber por enquanto.
Primeiro eu quero entender o que está acontecendo. Se depois disso a resposta for uma decisão, um processo, uma planilha ou um produto novo, ótimo. A ferramenta pode esperar a pergunta ficar boa.