GILBERTO FERNANDES · gestão, operação e construção
Alguns problemasnão cabem emuma área só.
O problema que aparece no financeiro quase nunca nasceu só no financeiro. O que trava a operação costuma encostar em gente, processo, regra e ferramenta. É nesse meio do caminho que eu trabalho.
Ver como eu penso01 / Antes da ferramenta
Às vezes a resposta era uma conversa. Às vezes, uma planilha. E às vezes o problema voltava tantas vezes que construir deixou de ser exagero.
02 / Onde posso contribuir
Primeiro o problema.
O formato vem depois.




03 / Como eu penso
Antes de construir, eu tento descobrir o que está realmente acontecendo.
O problema raramente termina onde o organograma diz que ele termina.
- 01OperarVer o problema onde ele acontece, não onde o relatório diz que ele mora.
- 02PerceberSeparar o que incomoda do que realmente limita.
- 03ConectarJuntar o que o organograma insiste em separar.
- 04ConstruirUsar a resposta mais simples que aguente o problema.
- 05ProvarColocar a ideia contra tempo, custo, margem, adoção e realidade.
- 06ErrarAceitar que estar certo no papel ainda pode dar errado com gente de verdade.
- 07ContinuarLevar o que sobrou da experiência para a próxima pergunta.
04 / Projetos em destaque
O produto é só
a parte que aparece.
Continue descendo. O problema veio antes →

05 / Pausa humana
As ferramentas mudaram bastante.
O hábito ficou:
ENTENDER
Complexidade já dá trabalho suficiente sem precisar de enfeite.
ENTENDER, CONECTAR, DECIDIR, CONSTRUIR06 / Trajetória resumida
Minha carreira não foi uma linha reta. De perto, parece uma coleção de problemas que insistiram em voltar.
Troquei de contexto várias vezes. As perguntas ficaram mais exigentes. Alguns princípios sobreviveram.
Ver de onde isso veio- ~200501 / 06
A primeira lição veio antes do cargo
Uma pesquisa com comerciantes no setor de segurança me ensinou uma coisa simples cedo demais para eu chamar de método: ouvir o problema antes de se apaixonar pela solução. A necessidade apareceu primeiro. A tecnologia veio depois.
- ~200702 / 06
A planilha nasceu porque o preço não se explicava sozinho
Professor, material, comissão, taxas, alunos, inadimplência. Para saber quanto cobrar por um curso, eu precisava enxergar tudo ao mesmo tempo. Foi ali que nasceu a primeira ferramenta de precificação. Anos depois, a mesma pergunta viraria myPRICER.
- ~201503 / 06
Dados servem para saber onde olhar
Antes de IA e modelos sofisticados, uma planilha e alguns percentuais já mostravam onde a operação estava fora do padrão. A ferramenta era simples. A pergunta continua atual: onde vale prestar atenção primeiro?
- 2016–202104 / 06
Uma estrutura. Três economias na prática
Clínica, educação e varejo especializado dividiam estrutura, mas não dividiam a mesma lógica de custo, recebimento ou risco. Foi quando ficou impossível melhorar a operação sem primeiro torná-la legível.
- 2021–202405 / 06
A escala cobra outro tipo de decisão
Na gestão hospitalar, uma decisão podia atravessar lideranças, centenas de profissionais, contratos, fornecedores e áreas técnicas. Analisar bem deixou de ser suficiente. A decisão também precisava sobreviver à organização.
- 2024 →06 / 06
As peças começaram a se encaixar
Com o Instituto Educa e Transforma, gestão, finanças, processos, saúde, educação, tecnologia e produto deixaram de parecer competências soltas. Viraram repertório para perguntas que continuam mudando de forma.
07 / O problema ficou. A ferramenta mudou.
A pergunta ficou.A planilha foificando pequena.
Em 2007/08, eu precisava saber quanto cobrar por um curso. “Só” é uma palavra generosa.
Professor, material, comissão, impostos, inadimplência, vagas, prazo de recebimento. A planilha resolveu por um tempo. A pergunta continuou voltando maior.
O myPRICER nasceu quando aquela planilha deixou de ser a melhor resposta.
08 / Onde a teoria teve de funcionar
Alguns lugares onde o organograma não contou a história inteira.
Contextos diferentes. Problemas com mais coisa em comum do que parecia.
09 / Números que precisam de legenda
Alguns números,com contexto.
Entre gestão, finanças, operações, saúde e educação. Não como áreas isoladas.
Clínica, educação e varejo especializado sob a mesma estrutura, mas com economias diferentes.
Em uma linha de cursos de curta duração durante a adaptação de 2020.
De crescimento na receita da mesma categoria, no mesmo período. O número só faz sentido com essa história junto.
Número sozinho faz pose.
Com contexto, ajuda a decidir.
10 / Palestras e aulas
Alguns temas só viraram palestra depois de virarem problema.
Eu não separo muito o que ensino do que precisei resolver.
Fica mais difícil falar bonito sobre um problema depois que você já teve de fazê-lo funcionar.
Ver temas e formatos
01Quando o problema atravessa a parede entre as áreas
O organograma divide responsabilidades. A realidade não assina embaixo.
Finanças, processo, gente e tecnologia precisam chegar à mesma decisão.
Conhecer tema02Mais dado. Menos clareza.
Informação demais também pode esconder o que importa.
Como transformar números e sinais em critério para decidir onde olhar primeiro.
Conhecer tema03Quando a planilha começa a pedir socorro
Nem todo problema precisa de software. Alguns só cresceram demais para continuar improvisados.
Excel, automação, sistemas e IA como respostas de tamanhos diferentes.
Conhecer tema04A solução estava certa. Mesmo assim, deu errado.
Uma solução tecnicamente defensável pode fracassar quando ignora quem terá de viver com ela.
Resistência, incentivos, autonomia, poder e o custo humano de mudar um processo.
Conhecer tema11 / Continuar
Ainda prefiro começarpelo problema.
Se você tem um problema desses, já temos assunto.
Tecnologia pela tecnologia não me interessa.
Gestão como discurso também não.
O que me interessa é quando alguma coisa importante continua voltando para a mesa sem uma resposta boa o suficiente.
Às vezes a resposta é uma decisão.
Às vezes, um processo.
Às vezes, uma planilha.
E, quando nenhuma delas aguenta, talvez seja hora de construir.
















